As portas se abriram, estou perante todas as possibilidades do mundo.
Agora nada é impossível, mas diante de tantas opções pode ficar um pouco confuso decidir.
Quero ficar, mas terei que partir.
Tudo é tão real e tão etéreo.
Tenho tudo e não tenho nada.
E afinal o que é a vida se não a certeza de que não possuímos nada além do poder de nossas escolhas.
Tudo o que nos “pertence” nesse momento pode simplesmente desaparecer. E então nos sentiremos sozinhos.
Estou naquele momento que antecede a virada do ano, quando se para no presente e se observa o que fez no ano que acaba e o que se projeta pro ano que chega.
E quer saber? Isso não serve pra nada. Mas, mesmo assim estou aqui, só, em mim.
A única sensação que me vem é de liberdade.
Estou livre de tudo o que passou e livre pra receber tudo o que se encaminha em minha direção.


