>I’m listening La Roux

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‘Eu sou assim, meio moleca, mas séria no que diz respeito a compromissos, sempre sorrindo tento levar a minha vida da melhor forma possível.’

Acabei de escrever um e-mail desses esclarecedores,
daqueles que te fazem por tudo o que está engasgado pra fora.
Ao som de La Roux (I’m not your toy), começo a pensar em um trecho de um texto que minha mãe sempre leu pra mim.

”Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas NÃO estão nesse mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como NÃO estamos aqui para satisfazer as delas.”

Lembra do texto que escrevi sobre quem eu sou?
Hoje eu sei, e um dos meus maiores erros pra ficar tanto tempo sem essa resposta foi tentar satisfazer as expectativas que as pessoas depositavam em mim.
Creio que eu só tenha entendido o real significado desse ‘ensinamento materno’ agora.
É impossivel satisfazer as expectativas do mundo sem deixar de ser você.
Porque cada pessoa quer que você seja de um jeito

Então a gente vai se moldando pra agradar alguém que a gente gosta,
o chefe que te dá o emprego com o qual você põe comida na mesa,
o professor que te dá os pontos que faltam pra não pegar uma DP,
e muitos até pra mostrar pros outros que são melhores,
Resumindo, entramos no molde da sociedade sem perceber!
E isso torna tudo tão chato, tão…repetitivo.

Temos que casar antes dos 30, engravidar.
Renunciar a certas coisas que só são importantes pra você.
Agradar, obedecer.
Entrar na faculdade logo depois de terminar o colegial.
Ser divertida e de bem com a vida mesmo na tpm,
Estar sempre de dieta, e com aquela produção ‘capa de revista’,
Ser frágil, sensível e cor de rosa.
Envelhecer com a cara cheia de botox, fazer várias lipos, por um pouco de silicone, morrer e depois de tanta quimíca o que sobra é ser empalhada.

Criamos máscaras, e no fim nos perdemos no meio delas.
São tantas couraças e disfarces que um dia, ao olhar nossa imagem refletida no espelho,
paramos e pensamos: Opa, quem é essa pessoa!? Será que sou eu mesmo?

Agora ouço Fascination, e eu me sinto tão identificada com essa melodia, a batida, tudo parece tão leve, livre!
Como se fosse um portal pra uma nova vida.
Talvez seja apenas um parecer inconciente, por eu ter ouvido La roux pela primeira vez, no mesmo momento que eu decidia tirar todas as couraças, máscaras e disfarces, empilhá-las e queimá-las.

De hoje em diante serei eu, assim, inteira!
Poderei mostrar a ela, o que tantas vezes pediu
Deixarei que me conheça de verdade, por completo.
E quem não gostar que simplesmente vá viver suas expectativas e me deixe aqui sem as minhas.

Termino ao som da música Reflections Are Protection, tão leve que quase apago a gravidade do meu mundo.

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8 Respostas para “>I’m listening La Roux

  1. >poxaaa! amei o texto. Só uma dica, não deixa o texto no centro q fica ruim pra ler, dá preguiçaa! Quanto ao conteudo, me sinto como vc, mas hoje percebo que tenho q ser eu mesma e deixar de agradar os outros porque os outros não se esforçam pra me agradar.Parabéns pelo blog!! ;DBEIJOS

  2. >Sofiiiiiiii td bem??Nossa, qnto tempo! Voltou e voltou com td hein!Adorei o texto, vc tbm tah escrevendo melhor q antes!Eu não tenho escrito muito, nao que eu ande sem inspiração (até tenho), mas ando sem palavras… de repente axo que seria bom eu começar a ler alguma coisa, né? As palavras me fogem…Saudades do seu blog, saudades daqui… =)Bjs!!

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