– De Madrugada. (Pode ser?)

Era noite, madrugada.

E eu me vi tomada pela tua voz.

Quem vê, assim de fora pode até pensar que entende.

Mas só eu sei do que falo.

Tudo (ou quase tudo) se passa na minha mente.

É tudo tão intenso e tão vazio, inexistente e concreto.

Aquele paradoxo perfeito que tanto busco em meus textos.

Tudo agora em teu corpo, no cheiro de perigo, de novidade, de mudança.

Tudo agora é isso, teu rosto perto de mim, teu jeito cheio de cafajestagem, aquela bonita de ver, uma conversa inteligente, um olhar de quem sabe mas custa à acreditar.

Quero me entregar com todas as forças, só me falta um convite pra entrar na tua vida, de vez.

Então me fale as palavras que quero ouvir, me pegue pela mão, me toque, sinta minha pele. Sem medo, sem pudor. Ouça o sangue percorrer as veias, sinta minhas palavras atingindo sua mente.

O desejo e as dúvidas, e eu tão cheia de certezas jogo por terra tudo aquilo que tinha nas mãos pra me defender.

Mas, me defender de que mesmo?

Tanto faz, agora é outro dia.

E só volto a pensar nisso quando voltar do meu retiro.

Pode ser?

*então ela se retira e te deixa pensando, ela definitivamente sabe como instigar a criatividade alheia*

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