Mulher nº 4

Penélope é a contra partida.

Medrosa, insegura, preguiçosa.

Ela é o cisne branco, presa num molde.

Ela usa máscaras, armaduras e couraças pra encarar o mundo.

Mas ela como as outras mulheres também tem desejos.

Desejos que guarda, desejos com os quais sonha.

E quando acorda está envolvida em suas paranoias novamente.

Peso, o corpo e a carreira, horários, relacionamentos, dúvidas, cigarros e remorsos que alimenta.

Querida, se soubesse o quanto isso te envenena!

Quantas perguntas para coisas que pouco importam!

Os pés de Penélope parecem cimentados, não a deixam voar. Parece que cortaram suas assas.

Pobre Penélope, talvez lhe falte que o chão se abra sob seus pés, assim seria obrigada a sair por ai correndo antes de cair num abismo sem fim.

Juro, que rezo todos os dias para que isso aconteça, se ela me ouvisse com certeza sentiria raiva de mim. Ela nunca entende o tipo de amor que tenho por ela.

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