– Suyo.

Lá estava eu, sentada no sofá mais confortável da sala assistindo televisão.

Não sei o que estava passando, só conseguia prestar atenção nos passos no corredor e na chave que abria a porta de casa.

Há semanas esperava aquele encontro.

Olhar seu rosto me provocou um mal-estar inenarrável.

Minhas entranhas se reviraram dentro de mim, pedindo para serem vomitadas junto com minhas palavras.

Ai, minhas palavras. Eram tantas, e a vontade foi de atirá-las como pedras naquela cara de vidro que à primeira vista podia se confundir com diamante.

Mas era vidro, do mais barato.

E naquele momento descobri que o que mais me irrita nas pessoas não é nem a “filhadaputagem” que cada um guarda dentro de si. O que mais me incomoda é que subestimem minha inteligência.

Babe, não nasci pra ser manipulada.

Então pegue suas tralhas, finja que acredita em suas mentiras, abrace sua bondade, e finja que acredita nela também. E vá embora.

Ou melhor, fique. Sou eu quem parte agora.

Estou em uma estrada imensa e nova, com o sol rachando minha cabeça, mas feliz por não ter essa nuvem em cima dos meus dias.

Good luck and forget me!

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