– Máquina de ‘Sim’s e ‘Não’s

“Podemos tirar o nariz de palhaço e construir algo real com nossas escolhas.”Lya Luft

Luz apagada, porta fechada, silencio e minha própria música.

Pra sair desse mundo ilusório chamado acaso. Hoje escolhi me fechar no meu próprio mundo.

Escolhas. Nossa vida inteira, cada detalhe dela é assim 100% por causa de nossas escolhas. Não existem fatalidades, existem decisões.

Fiz muitas escolhas certas, e algumas erradas, claro.

Fui em busca de dinheiro, fiz durante muito tempo algo que não amava, me cerquei de muitas pessoas, supervalorizei a imagem, tentei manter a todo custo coisas que já haviam terminado, me esqueci de mim, supervalorizei o outro, deixei de fazer coisas simples que me traziam alegria, parei de seguir meu caminho espiritual, arranjei desculpas pra justificar falta de coragem, e mais desculpas pra não ir a compromissos que não queria ir. Me calei quando tinha muito pra falar. Me afastei de todas as pessoas que me decepcionaram de alguma forma.

Então, um dia ouvi uma frase de deboche, uma frase que me fez perceber que estava parada, no mesmo lugar, há muito tempo.

E qualquer meia hora é muito tempo numa vida que não se sabe quando pode acabar.

Então escolhi me mexer, escolhi terminar relacionamentos, largar compromissos desnecessários, me afastei de pessoas negativas, escolhi me desprender de paradigmas sobre amores a serem vividos, escolhi me calar pra evitar discussões que só serviriam pra alimentar meu ego mostrando como estou certa, me fazendo perder a razão. E decidi falar tudo aquilo que me veio à cabeça quando guardar as palavras estava me matando. Escolhi me rodear de pessoas novamente, perdoar os antigos, conquistar novos conhecidos. Mas dou-lhes agora apenas um espaço de conhecidos. Amigos, são poucos.

Escolhi correr atras dos meus sonhos. Escolho todos os dias vencer meus medos.

Escolhi me mostrar, talvez por ter tido tanto medo disso um dia. Talvez pra lembrar sempre muito claramente quem sou.

Acredito estar fazendo mais escolhas certas do que erradas.

E mesmo quando aparentemente erro, prefiro assumir, fazer o melhor possível e seguir em frente, do que me lamuriar infinitamente.

Hoje escolhi me ouvir assim, quietinha, em silêncio.

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