– Não é pra ser um tapa…Mas, talvez seja!

“Do escuro, eu via o infinito, sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo. Era uma coisa sua que ficou em mim e que não tem fim..” Poema – Cazuza

Foi então, que me encontrei em meio a cadernos, cartinhas, recados, textos velhos que serviam como desabafos, apenas e exclusivamente para não me fazer enlouquecer, eles não contém nenhuma melodia, são dissonantes, desconexos.

Então encontro um esboço de mim, feito por eu mesma. Quem era aquela?

Hoje, já não me entristece ver como me perdi. Só que cada vez que forçadamente, como agora, penso nisso, acho a coisa toda mais absurda.

Por que aguentar quase um ano inteiro de loucuras, ferimentos? Por que se culpar quando não havia nada de errado? Como acreditar e continuar acreditando em palavras vazias? É tudo tão louco, tudo tão descabido no meu presente, na minha realidade, que é quase impossível pensar que em algum momento aconteceu comigo no passado. E tão certo que não acontecerá novamente no futuro. Talvez essa seja a minha unica certeza sobre o futuro. Cair no mesmo  erro duas vezes, não.

Quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida…

Vivemos num mundo de instituições falidas, a família já não é mais o nosso maior porto seguro, a religião é um instrumento de massificação que ao invés de trazer liberdade de espirito nos trás medo, do que fazer ou não.

O namoro se tornou um palacete onde se vive a dois, onde ninguém deve se meter, de onde ninguém deve sair, onde tudo deve se aguentar em nome do amor. E o casamento então? Não preciso nem falar.

A educação é pra apenas decorar e no máximo “aprender”, mas nem pense em questionar a qualidade da informação. Ou os meios que fazem nosso sistema ser como é.

Vivemos numa democracia ditatorial.

Vivemos numa sociedade em que a moral é totalmente imoral com a alma.

Por isso, quando tinham duas estradas que seguiam caminhos diferentes eu escolhi a menos transitada, e essa minha escolha fez toda a diferença.

Hoje, sigo um caminho que poucos entendem, e por algumas vezes tentei explicar-lhes, não mais, eles não entenderiam mesmo.

Minha busca é por ser feliz hoje e nada mais importa quando se vive assim.

Pra que viver dois anos arrastados, se o que realmente fica pra sempre são os 3 meses inesquecíveis?

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