– In Every direction.

Quando foi que nos perdemos?

Cuspindo mentiras e engolindo verdades.

Quando foi que passamos a nos flagelar?

Construindo castelos de areias e enterrando vontades.

Nós em todas as direções.

Quando foi mesmo que viramos o centro de tudo?

Colocamos nossas vaidades em primeiro lugar e deixamos de lado a essência do ser.

Em todas as direções existem pessoas precisando de atenção.

Aqueles ali, precisam apenas deixar de ser invisíveis.

Uma conversa sem exploração, um abraço sem pudor, um prato de comida sem veneno, uma cama pra deitar sem pregos. Uma brisa de liberdade sem frio. Um sexo bom sem dinheiro envolvido.

Em todas as direções existem travestis e doutorados, prostitutas e donas de casas, drogados e bons alunos, moradores de ruas e decoradores de grandes mansões, alcoólatras e homens centrados. Artistas, engenheiros, médicos, advogados, psicanalistas e vagabundos.

Todos acomodados em seus rótulos e embalagens. Alguns forçadamente colocados em suas prateleiras. Você e eu vivemos em um mundo que transformou tudo em mercadoria e nem si quer perguntou se queríamos.

Em todas as direções existem portas de entrada e de saída.

Eu, saí por ali!

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