– Me siga.

– Ei, você, me siga!

Assim desapareci no meio das árvores e mesmo sem olhar pra trás, podia ouvir e sentir meu desconhecido se deixando guiar por meus passos.

Depois de um longo silêncio, ele se atreveu:

– O que você quer?

– Quero a mais sublime simplicidade. – Respondi.

Busco verdade.

– Não, pergunto o que você quer de mim!!!! Por que me pediu que a seguisse?

– Porque você é tudo o que falta no lugar que criei.

Vivo numa experiência sem enfeites, sem pessoas decoradas, sem ambientes bem vestidos, apenas pureza.

Tudo nú,

Corpos, salas, quartos, mentes.

– Preciso viver a intensidade de ser e pra isso preciso compartilhar meus momentos. – Completei.

– Adoraria que dividisse seus momentos comigo! – Disse ele com ar de cafajestagem.

– Eu disse compartilhar, não dividir!- Respondi meio ríspida.

E seguimos em silêncio, eu pensando em porque as pessoa não conseguem conviver com a ideia de participar de algo sem se apropriar disso. E ele notavelmente frustrado.

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