É a forma que arranjo pra me livrar do impulso.

Pra não enlouquecer.

Assim posso tirar de mim tudo o que me sufoca, sem sofrer maiores consequencias.

Me sinto como uma dependente química.

Que tem o corpo frágil pela falta. E não pelo excesso.

Porque o que mata é a falta. O que dói e o que faz ir atrás de mais.

Estou dominada por alguém que eleva tudo o que penso e sinto ao cubo.

Provavelmente a coisa nem é tão grave assim.

Mas a vontade de tirar o telefone do gancho e discar ainda não me deixa dormir.

Nem o silêncio da noite, nem o barulho do ventilador, nem o ventinho gelado que acalma o calor desta noite de verão.

Nada me faz esquecer.

E aquela maldita música que não tem porque tocar, volta a ecoar da janela de algum distraído, pra me perseguir.

Notas sufocantes.

Porque cada uma me lembra seu rosto.

E cada pausa me lembra que tudo foi interrompido.

Assim, tudo se vai…

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