.: Violentar = Contrariar as normas

Estou deitada nesta cama estranha, o quarto é espaçoso e a janela deixa entrar uma brisa gélida.

O céu que estava nublado deu lugar à um azul tinto, limpo, povoado apenas por duas estrelas.

Qualquer semelhança era mera coincidência.

Os dois corpos nus no colchão. Estase.

Uma cumplicidade que não tinha porque existir, mas estava ali, e naquela presença me senti segura a ponto de adormecer.

Acordei com o vento arranhando minha pele despida, vi os arranhões também na pele dele.

Mas, não quis tirá-lo de lá, o vento na cara me fez sentir ainda mais viva. Me fez ter a certeza que não estava sonhando.

Cobertor.

Adormeci novamente, antes porém tive tempo de pensar em mim, em todos os meus atos recentes, nos meus pensamentos, na minha mente. O sentimento de pensar nas próprias reações e ações me acompanha até agora.

Essa segunda começou cedo com os primeiros raios de sol tocando meus cabelos.

Raios de sol que se misturaram com suas mãos e os olhos tentando permanecer abertos.

Manhã modorrenta.

Manhã violenta.

Manhã lenta.

Finda.

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