.: Incessante

Escrevo e apago incessantemente as palavras que grafo.
A possibilidade de aprisionar minhas idéias em textos passou a me assustar.

Pois diferente da minha mente, o que está escrito, está escrito. É como se minha opinião caísse no lodo permanente da certeza.

Anda me assustando também a certeza que as pessoas andam demonstrando sobre quem sou.
Como podem se referir a mim com tamanha segurança? Talvez nem eu a tenha deste tamanho. A minha certeza sobre mim é mais modesta, menos conclusiva e mais amorosa.

Na tentativa de dividir com você a sensação mágica que estou sentindo, me entreguei ao silêncio, à um espaço limpo, onde a mente não entra. Onde racionalizar é proibido. E onde só se faz necessário sentir.

Uma música suave começa e o ar está tão presente que posso tocá-lo.

O ar é como o amor, fundamental e infinito desde que se saiba que ele não é seu.
Ele apenas é e está em toda parte.
Você pode e deve trazê-lo pra dentro de si, mas jamais conseguirá aprisioná-lo. Ou você entende isso ou morrerá tentando prendê-lo, em vão.

Hoje danço descalça e me permito girar, sorrir, cair.
Vejo olhos me seguindo e isso torna tudo ainda mais encantador.
Um mundo de possibilidades se abriu.
E eu nem estou ansiosa pra vivê-lo. Cada coisa ao seu tempo.
Quem diria!

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