.: Café Rouge

Vivo num mundo que não me permite ser.

Por mais que todos sejam modernos, por mais que eu não me importe com o que vão pensar.

E talvez justamente por eu não me importar, por eu saber quem sou, o que trago dentro de mim e o que quero.

Por eu me arriscar, por eu viver, por me permitir.

Talvez por isso sofra retaliações disfarçadas.

Hoje, queria apenas o silêncio dos olhos cansado.

O abraço de um lenço. Macio, leve, sonolento.

Queria me sentir como uma caixinha de lembranças, pela qual se tem o maior respeito e cuidado e não como um troféu, esquecido numa estante empoeirada e vazia.

Hoje, eu não queria sentir frio, queria me esquentar nos lábios das laranjas espremidas, queria sentir o gosto, matar a sede. E dormir em companhia.

Me sinto presa, presa a uma rede de mal entendidos.

Não queria ter que me render.

E não queria ter que pagar por não me render.

Não sei fazer tipo, não sei encarar a vida e as pessoas como um jogo.

Só sei me mostrar, assim, inteira.

Alguns dizem que esse meu jeito assusta.

Outros se aproveitam da minha..de certa forma inocência.

Eu acredito demais. E continuo, e continuarei acreditando…

Acredito nas pessoas, acredito no amor, acredito em sonhos, em mudanças.

Acredito na sinceridade.

E nessa mania de acreditar me torno vulnerável aos que deixaram de crer, aos que buscam algo pra se sentirem vivos.

Em certos momentos me sinto sugada.

Como se tentassem roubar de mim os pedaços livres que me compõem.

Meu todo, meus paradoxos.

E mesmo assim, são poucos os que são felizes como eu.

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