.: Último do desconhecido

Tudo igual. O gosto, o cheiro, a temperatura, o olhar.

Tudo no mesmo canto, no mesmo quarto, no mesmo lugar.

Mas, mesmo tentando se manter ali, estava longe.

Longe em algum lugar do centro-oeste.

Ela saiu pela porta sem pensar em nada, apenas curtindo aqueles últimos momentos com as ondas. O último mergulho.

Hoje ela está preferindo voar, do que se afogar.

Sentindo a brisa tocar a pele se despediu do mar, que naquela noite ainda era verde, mesmo no breu.

E nesse breu se atirou, no escuro, as cegas, apenas com a certeza de seguir os sentidos.

Sem precisar fazer o menor sentido.

Sem pensar nos quilometros.

O desconhecido já partiu. E não tem porque falar mais dele.

Ele apenas é.

E este é o último texto que lhe brindo.

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