.: Pela primeira vez

 

Pela primeira vez depois de abrir os olhos.

Pela primeira vez depois de largar o passado e esquecer o futuro.

Primeira vez em tudo.

Tudo como se fosse a primeira vez.

Não há nada mais apaixonante, mais afrodisiaco, mais incrível do que viver sensações nunca siquer imaginadas.

Não há nada melhor do que estar entregue, se permitir.

 

E aquelas palavras que quebraram o silêncio, encontraram algo em mim que nem eu sabia que estava lá.

Mas foi ele quem me fez encontrar. Ele, que aparentemente não sabia nada de mim.

Ele que estava apenas me conhecendo.

Não consigo não associá-lo ao voo, à assas.

Porque desde então me sinto capaz de alcançar os quatro cantos do mundo.

Me sinto capaz de voar, ou mais precisamente, de flutuar.

Me sinto capaz.

Sem precisar fazê-lo. Sem precisar de nada.

Sem precisar.

Nada.

Sem nada e paradoxalmente com tudo.

Tudo me basta.

Dois vivendo.

Dois sendo.

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