.: fevereirodoismiletreze


No decorrer da vida a gente se encontra e se reencontra algumas vezes.
Porque é impossível se encontrar e dizer: – Poxa, agora sim sei quem eu sou. (Já me vi repetindo essa frase algumas vezes ao longo dos anos)
Nunca vamos ser os mesmos por muito tempo.
Pessoas entram e saem das nossas vidas. Coisas começam e terminam e nesse fluir de situações vamos aos poucos nos perdendo e nos achando.
Nada é imutável.

Podemos carregar desejos, gostos e planos por uma vida, mas quiçá no fim dela, no meio ou a qualquer momento, podemos nos reservar o direito de gostar menos de algo que antes amávamos, ou de parar de fazer planos, desejar de forma mais branda, mais essencial.
E é essa essência a única que permanece, é aquilo que fica quanto tudo falta, quando não existe mais nada, quando tudo para de fazer sentido. (a maior parte das pessoas só se deparam com isso quando estão cara a cara com a morte)

Nunca gostei de me tornar refém. Isso pode me tornar aos olhos alheios um tanto contraditória. E as pessoas tem uma grande dificuldade de lidar com as coisas que não são nem aqui, nem lá..

Eu tinha.

Sei que não é fácil não saber o que esperar. E tento tornar essa experiência o menos complicada possível.
Mas, a verdade é que nunca sabemos o que esperar. Achamos que sabemos. (“precisamos” disso para nos manter seguros) Mas, não sabemos. Nunca terminamos de conhecer as pessoas à nossa volta, porque na verdade as pessoas nunca terminam (ou pelo menos não deveriam). Somos uma obra em aberto.
Somos o vazio se completando e se esvaziando a cada dia.

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