.: Dedo na Ferida

Não entendo esse prazer que sinto em me machucar.

Não basta estar mal. É preciso rastejar, chegar ao fundo do poço, pra aí sim se olhar no espelho.

Frágil, em cacos, envelhecida.

Não basta reviver cenas que vem a cabeça sem pedir licença. É preciso ir atrás de mais. Rever o rosto que agride.

Não entendo essa autoflagelação.

Acho que estou enlouquecendo. Sinto dois ‘eus’ diferentes vivendo dentro de mim, lutando  pra decidir quem fica.

E eu, o que escreve, não tem muito o que fazer.

Apenas observo.

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