Vamos entender ao invés de achar.

igualdade

De um tempo pra cá, fui tomando consciência de algo que eu sabia que existia, mas, não sabia que era tão grave.

E tenho cada vez mais certeza que o ‘achismo’ é a maior arma pra perpetuar todo tipo absurdo e informações falsas. Então vamos entender ao invés de achar.

Antes de mais nada é preciso definir alguns termos para que homens e alguma mulheres não criem um pré- conceito com este texto e parem de ler aqui mesmo.

Sexismo é termo que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual).

Feminismo é o movimento que luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens.

Machismo é a opinião ou procedimento discriminatórios que negam à mulher as mesmas condições sociais e direitos do homem.

Logo pode se concluir, que:

1- Sexismo, Feminismo e Machismo são três palavras, que frequentemente se encontram juntas, mas significam coisas totalmente diferentes. (e não sou eu quem tá falado, é o dicionário)

2- MULHERES que dizem que todos os homens deveriam morrer, que nenhum presta e que lutam por um mundo onde a mulher está acima do homem NÃO são FEMINISTAS. São SEXISTAS. (Não confunda, por favor.)

3- Não é preciso ser homem pra ser machista, nem mulher pra ser feminista.

4- Ser feminista não é ser CONTRA HOMEM. Ser feminista é ser contra o MACHISMO e também contra o SEXISMO. E exigir e lutar para que as pessoas sejam tratadas como PESSOAS. Independente de gênero, raça, ou crenças.

5-  O feminismo não pretende acabar com os direitos dos homens, não querem abortar todos os fetos do mundo, nem acabar com a família, também não é formado por mulheres que querem ser homens. Pelo contrário o feminismo luta, entre outras coisas, pela igualdade de direitos. De escolher ou não, ser mãe, empresária ou artesã. Médica ou dona de casa.

O feminismo luta pelo direito da mulher, e do homem também, de ESCOLHER ser o que quiser, sem ser julgado, ou tachado de algo que não é.  Por exemplo, um homem que decide ser maquiador, 90% das pessoas que conheço, quando vem um homem maquiador, na hora retruca. “É uma bicha, né?” (não vou nem entrar no mérito do preconceito embutido nessa frase e todas as outras questões que a envolvem)

Isso nos leva para a sexta conclusão.

6- Homens também sofrem com o machismo. Como? Quando são desde crianças forçados a serem bons no futebol, ou a brincar de carrinho e levam bronca ou são ridicularizados, só por pegar uma boneca. Quando são rotulados como gays, por chorarem quando se machucam, ou se sentem mal, ou unicamente por terem escolhido uma profissão ‘de mulher’ como maquiagem,  enfermagem e letras. Sem contar na dificuldade de conseguir uma vaga, se por uma acaso o cara decidisse ser babá, por exemplo, ou manicure.

7- Mulheres que acham que não devem NADA ao movimento: Só o fato de vocês poderem expor suas opiniões, pra todo mundo ouvir já é uma ‘dívida’. Afinal, se não fosse pela luta feminista, vocês não poderiam votar, não poderiam opinar sobre questões sociais (sobre nada na verdade) e em épocas de internet e tecnologia, provavelmente não teriam nem um computador. Já que por muito anos, a educação e o acesso a ela, era um direito exclusivo dos HOMENS.

8- Mulheres que são contra o feminismo: Ao dizer que vocês são contra o feminismo, vocês estão dizendo que são contra a Luta para que mulheres não sejam mortas, estupradas, espancadas, machucadas, assediadas. Que são contra o direito da mulher escolher estudar, ter uma profissão. Ter ou não ter filhos.

9- “Ah, mas se eu quiser ser dona de casa? einh? qual o problema?” – Problema nenhum, desde que a escolha seja SUA, e não por conveniência de alguém que more com você.

10 – “As feministas vão se arrepender de não terem filhos, estão negado uma coisa natural.”: Feministas, ou não, algumas mulheres querem ter filhos e outras não. O feminismo não prega que não se deve ter filhos (pare de ser ignorante), mas dá o direito de escolha à mulher. Afinal, é ela que vai carregar o bebê durante 9 meses. E é ela também que vai ser julgada caso deixe a criança pra outra pessoa criar. Um homem que faz isso sempre acha uma justificativa, paga pensão e está perdoado. Uma mulher que faz isso é um monstro e fim de papo, não tem nada que mude esse fato.

Lendo as estatísticas abaixo, e as conclusões acima, creio que temos motivos suficientes pra reavaliar a forma como encaramos certas coisas que nos ensinam desde criança e temos como ‘normal’. Precisamos todos, homens e mulheres, independente de idade, raça ou crenças quebrar os tabus e falar sobre a violência, rever o tipo de educação que damos à nossos filhos, identificar e lutar diariamente contra nossas próprias atitudes machistas e preconceituosas.

Estatísticas

“Segundo Ministério da Saúde, 18.007 mulheres deram entrada no sistema público de saúde em 2012 apresentando indícios de terem sofrido violência sexual.” O que significa 2 mulheres por hora. Esse numero não inclui as mulheres que não procuraram ajuda, ou que buscaram ajuda em hospitais particulares. Não estamos falando de qualquer violência, estamos falando, de estupro.

“A maioria delas (cerca de 75%), de acordo com a pasta, eram crianças, adolescentes e idosas.” (leia mais aqui)

“Em 70% dos registros, o agressor é o companheiro ou o cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos, como ex-marido, namorado e ex-namorado, o número sobe para 89%. Cerca de 10% das denúncias mostram agressões cometidas por parentes, vizinhos, amigos e desconhecidos. (leia mais aqui)

“Uma pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada 2 minutos, 5 mulheres são agredidas violentamente no Brasil.”(Leia a matéria completa aqui)

1 a cada 3 mulheres no mundo, já sofreu, ou vai sofrer algum tipo de violência durante a vida.

E pasmem, existem fóruns, blogs e páginas em redes sociais que estimulam a pratica de estupro e pedofilia, onde são postadas fotos das vítimas, dicas de como agir, como não ser denunciado e detalhes das atrocidades cometidas com as vítimas, que em alguns casos ultrapassam o limite da morte.

Temos que acabar com a imagem de que isso NÃO acontece toda hora. Porque acontece sim, 150 (CENTO E CINQUENTA) mulheres por HORA são agredidas no Brasil. Temos que acabar com a imagem de que estupro só acontece na rua, a noite e porque a mulher vestia roupas provocativas, menos de 30% dos casos se dão dessa forma. E mesmo estes casos, são injustificáveis. Temos que ensinar nossas filhas a denunciar, a falar sobre o tema e não a ter medo. E ensinar nossos filhos que a mulher deve ser respeitada independente da roupa que vista, da profissão que tenha ou do que fez na cama.

 

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